23 Junho 2009

Que calor

Hoje esta fazendo 45C e a tal da sensacao termica eh de mais de 50C. Como ja descrevi no ano passado, por incrivel que pareca, a vida acima dos 45C pode ser comparada com a vida das regioes polares no inverno. O calor eh tao intenso que eh impossivel ficar fora de casa (do ar-condicionado) por mais de 15 minutos. Eh quase a mesma tolerancia suportada pelo corpo humano em regioes de frio extremo abaixo de zero.
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Existe uma lei aqui no Qatar que se a temperatura estiver acima de 45C os trabalhadores bracais nao podem ficar expostos ao sol entre 11 da manha e 4 da tarde. Infelizmente nao eh isso o que se ve por aqui. Muitos dos termometros espalhados pela cidade marcam temperaturas claramente abaixo da temperatura real. Deve ser uma tentativa de impedir que as construcoes parem e os donos tenham prejuizo.
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O imigrante de baixa renda aqui eh tratado como um escravo, com quase nenhum direito e sem qualquer beneficio. Por conta dessa situacao, varios paises do Golfo, inclusive o Qatar, sao regularmente incluidos na lista de paises com mais violacoes aos Direitos Humanos.
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Eh uma grande contradicao - como quase tudo por aqui - mas sem esses 'escravos ' os paises da regiao nao tem condicoes de alcancar a 'visao modernizante' que eles tem para o futuro.
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and on a different topic....
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Ontem mais uma vez saiu no jornal a noticia de um casal preso por 'relacoes ilicitas'. Desta vez uma senhora indiana de 52 anos foi acusada de se prostituir e um jovem de 25 anos foi preso acusado de ser o cafetao dela. Isso serve para ilustrar o quanto eh dificil a vida dessas trabalhadores de baixa renda, ate a puta que eles tem acesso eh de baixa qualidade.
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Rindo para nao chorar.

1 comentários:

Ju Bernardon Mayrink disse...

Olá Leonardo. Desculpe, mas esse não é um comentário diretamente relacionado à sua postagem... digamos que indiretamente, rs. Eu e meu marido nos mudamos recentemente para Doha. Pelo que percebi no seu blog, você é de Brasília, certo? Somos de Brasília! Você tem alguma outra forma para manter contato? Abraço, Juliana

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